
O mundo sofre uma crise sem precedentes de alimentos. A ONU alerta para a falta de produtos básicos da alimentação para metade da população da terra em 50 anos. E a culpa: (para variar) do aquecimento global e (agora) dos biocombustíveis. O assunto chegou à imprensa brasileira, consequentemente, às nossa conversas do dia a dia, por conta da proibição do governo de exportar arroz para abastecer o mercado interno e pela agressiva campanha contra a plantação de cana para produzir etanol, a menina dos olhos do governo. O problema não é de produção, e sim de distribuição. Há décadas, países africanos sofrem com a falta d'água e de alimentos em regiões produtivas, mas não têm recursos para cultivar ou, os que têm, não têm para onde exportar por conta dos subsídios pagos aos agricultores europeus e americanos. Este, é na minha opinião, o principal fator responsável por essa crise. Subsidiar praticamente tudo que é plantado e impor taxas abusivas a produtos agrícolas importados é o maior dos erros, pois impede dos alimentos chegarem a todos. Não falta alimentos na Europa nem nos EUA, pelo contrário, são os maiores desperdiçadores de alimentos do mundo. Distribuir, fazer todos terem acesso de forma justa à comida, essa é uma das soluções e não fazer fundos de 700 milhões para combater o problema como fez o EUA essa semana que não vai adiantar nada. É muito pouco para o tamanho do problema. Não adianta fazer boa imagem que não convence por que no mesmo dia, o Bush pediu 70 BILHÕES para conter a violência no Iraque. Os EUA, via ONU, criticam a produção de etanol porque eles não vão conseguir ganhar dinheiro com isso, pois não têm condições geográficas de produzir com eficiência e também pelo fato de ser uma alternativa, ainda engatinhando, mas com futuro, ao petróleo que é a menina dos olhos deles!
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