quinta-feira, 1 de maio de 2008

Cotas nas universidades: Eu sou contra!

A questão no Brasil não é de raça, e sim de classes. O sistema de cotas começou com uma série de políticas afirmativas do governo Lula que visam inserir imediatamente as minorias nas benfeitorias usufruídas até então pela classe média enquanto o governo investiria a médio e longo prazo em políticas sociais.
Como medida: criar cotas nas universidades públicas para negros (o que é um problema, já que o Brasil é um país multirracial). Com isso, menos favorecidos (leia-se, pelo governo, negros) teriam a chance de entrar em cursos superiores com pontuação menor que os outros.
Essa medida, segundo o conceito de políticas afirmativas, permaneceria até as escolas públicas terem a mesma qualidade de ensino que as particulares por conta dos investimentos que o governo começaria a fazer juntamente com a implementação das políticas.
O que acontece e me faz ser contra esse método é o fato de que os investimentos reais em educação não estão acontecendo. Há uns 4 anos em andamento, o governo ainda investe apenas 3% do PIB em educação, o que é irrisório. A Argentina investe 13% e o Chile 20%. com isso, o que pode acontcer (já que estamos falando de Brasil) é essas medidas que são "provisórias" virem a se tornar permanentes daqui a alguns anos, pois o governo não fez o investimentos que deveria ter feito, além do fato de as cotas provocarem uma separação de um grupo que já é separado por questões sociais e econômicas. Em uma visão restrita, é interessante a idéia da inclusão, mas é necessário observar a conjuntura na qual ela está inserida. Eu sou contra! É uma medida assistencialista tapa-buraco! Não tem ação prática como política pública!

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